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Maranhão cresce em proporção de bolsistas de mestrado e doutorado

Maranhão cresce em proporção de bolsistas de mestrado e doutorado

WhatsApp-Image-2026-09-15-at-14.58.21-1024x682 Maranhão cresce em proporção de bolsistas de mestrado e doutorado

O Maranhão aparece como o 3º estado do Nordeste e o 5º do Brasil em proporção de bolsas de mestrado e doutorado concedidas a alunos de pós-graduação, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado integra o Indicador Bolsa de Mestrado e Doutorado, que compõe o pilar Inovação do ranking, e é apontado pelo Governo do Estado como reflexo de ações recentes para ampliar o número de pós-graduados no território maranhense.

Como funciona o indicador O indicador mede a proporção de estudantes de pós-graduação beneficiados por bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ou das fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs). Os dados são consolidados a partir de informações do CNPq, da Capes e do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap): quanto maior a proporção de bolsistas, melhor a nota do estado.

De acordo com o levantamento, 57,6% dos alunos de pós-graduação no Maranhão são beneficiados por algum tipo de bolsa. No recorte regional, o estado fica atrás apenas de Alagoas, líder tanto no Nordeste quanto no ranking nacional, e de Sergipe, que ocupa a 2ª posição na região.

O papel da Fapema A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) mantém atualmente 406 bolsistas de mestrado e 171 de doutorado, com investimentos que somaram R$ 11,4 milhões em pagamentos de bolsas entre janeiro e agosto de 2026.

Para o presidente da Fapema, Nordman Wall, a colocação do estado no ranking do CLP está diretamente ligada às ações da Fundação para fortalecer a pós-graduação maranhense. Ele destaca que a atual gestão concedeu dois reajustes aos valores das bolsas, que hoje superam os pagos pelo CNPq e pela Capes — um incentivo, segundo ele, para que pesquisadores invistam na pós-graduação. Wall também menciona a modernização do sistema Patronage, usado pela Fundação, que passou por atualização de design e ganhou novas funcionalidades, facilitando o acesso de pesquisadores do interior do estado e simplificando a submissão de documentos.

Outras fontes de dados citadas no levantamento trazem números complementares: o Painel de Controle – Mapa de Fomento em CTI, do CNPq, registra 99 bolsistas de mestrado e 48 de doutorado no estado, enquanto a Plataforma Sucupira, sistema da Capes que avalia os programas de pós-graduação stricto sensu no país, contabiliza 2.049 discentes de mestrado e 976 de doutorado matriculados no Maranhão.

Cabe destacar que a atual edição do ranking mudou parte da metodologia em relação a levantamentos anteriores: as bolsas do CNPq passaram a ser computadas proporcionalmente aos meses de vigência, doutorandos no exterior foram excluídos do cálculo e, nos dados da Capes, só entraram alunos matriculados em mestrado acadêmico e doutorado — ficando de fora titulados e estudantes de mestrado profissional.

Reajustes e interiorização Desde 2023, o Governo do Maranhão, por meio da Fapema, tem ampliado os investimentos voltados à pós-graduação. Em janeiro deste ano, a Fundação concedeu o segundo reajuste nos valores das bolsas desde o início da atual gestão — o primeiro havia sido em 2023 —, elevando a bolsa de mestrado para R$ 3.100 e a de doutorado para R$ 4.000, valores hoje superiores aos praticados pelo CNPq e pela Capes.

A Fapema também tem priorizado a interiorização da pós-graduação no estado. Em agosto do ano passado, a Fundação viabilizou a implantação do Doutorado em Biodiversidade, Ambiente e Saúde (PPGBAS), da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), no campus de Caxias — o primeiro programa de doutorado da instituição sediado fora da capital.

“Este é um momento histórico para o Maranhão. Ao investir na formação qualificada na pós-graduação, ampliando, inclusive, a presença dos programas no interior do estado, estamos fortalecendo não apenas a produção de conhecimento, mas também a capacidade do Estado de responder, com mais eficiência e sensibilidade, às demandas da população”, afirmou Nordman Wall.

Segundo o presidente da Fapema, o investimento na pesquisa também tem efeitos que extrapolam o ambiente acadêmico, ao gerar soluções aplicáveis a diferentes setores da sociedade e contribuir para políticas públicas mais direcionadas às necessidades da população maranhense.

Nos últimos anos, a Fapema tem ampliado editais, diversificado programas de fomento e expandido sua atuação para todas as regiões do estado, consolidando-se como uma das fundações de amparo à pesquisa mais atuantes do país.

Fonte: Ascom, Notícias Maranhão.

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