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Mudanças climáticas pressionam gestão da água e ampliam riscos de secas e enchentes no Brasil

Mudanças climáticas pressionam gestão da água e ampliam riscos de secas e enchentes no Brasil

chuvv Mudanças climáticas pressionam gestão da água e ampliam riscos de secas e enchentes no Brasil

As mudanças climáticas estão tornando mais difícil planejar o uso da água no Brasil, com impactos que vão de períodos prolongados de seca a enchentes e inundações. A avaliação integra um caderno de propostas do Observatório do Clima para a política ambiental brasileira e foi destacada em reportagem publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos (IHU).

Segundo a reportagem, o Distrito Federal registrou, em 2024, 167 dias seguidos de estiagem, mais que o dobro da média observada desde os anos 1980. A irregularidade das chuvas também afeta o abastecimento público, a agricultura e a operação de sistemas de captação.

Dados citados na publicação apontam que a oferta de água pode cair mais de 40% até 2040 em partes das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, a tendência é de maior variação das chuvas, com risco de cheias e inundações.

O documento do Observatório do Clima defende maior proteção para rios e aquíferos, controle dos usos da água e preparação efetiva para períodos de seca e de excesso de chuvas. A proposta é que a gestão considere as diferenças entre os territórios e incorpore os efeitos da crise climática no planejamento público.

Levantamentos do MapBiomas também indicam que a superfície coberta por água no Brasil ficou, em 2024, 4% abaixo da média registrada desde 1985. No Pantanal, a área coberta por água ficou 61% abaixo da média histórica.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – IHU, com base em reportagem de Aldem Bourscheit publicada pelo Observatório do Clima em 16 de setembro de 2026.

Publicação original: Entre enchentes e secas, clima desafia gestão da água no Brasil.

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