Estudo estima até 13,3 mil mortes adicionais por calor durante El Niño no Brasil

Pesquisadores alertam para os impactos do calor extremo sobre a saúde pública e defendem preparação antecipada.
Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago estima que um episódio de El Niño pode estar associado a até 13,3 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no Brasil. A projeção reforça a necessidade de planos de prevenção para períodos de temperaturas extremas.
O calor intenso aumenta o risco de desidratação, agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias e sobrecarga dos serviços de saúde. Os impactos tendem a ser maiores entre idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol.
Além dos efeitos diretos sobre a saúde, ondas de calor podem pressionar o abastecimento de água e energia, reduzir a produtividade do trabalho e ampliar riscos de incêndios florestais. A combinação entre aquecimento global e variabilidade climática pode tornar esses episódios mais frequentes e severos.
Especialistas defendem que municípios e estados adotem sistemas de alerta, protocolos de atendimento, ampliação de áreas de sombra e comunicação específica para grupos vulneráveis. A antecipação é considerada essencial para reduzir mortes evitáveis durante eventos extremos.
Fonte: Sul21, com base em estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago. Leia a publicação original.
Redação: Jornal Ambiental do Brasil.
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